EvoBooks cria livros didáticos interativos com tecnologia 3D

PEGN – Por Daniela Moreira

Aplicativos permitem fazer experiências de química e física em laboratórios virtuais e observar como corpo humano funcionando

 
Editora Globo

Da esquerda para a direita: Gustavo Rahmilevitz, Felipe Rezende, Guilherme Otranto e Carlos Grieco, fundadores da EvoBooks

Após dedicar um ano inteiro ao desenvolvimento de seus produtos, aEvoBooks, startup que desenvolve conteúdos didáticos no formato de aplicativos, inicia suas atividades. A meta da empresa é de ter pelo menos 100 mil alunos utilizando seus materiais nas escolas, até o fim do ano.

“Trabalhávamos fazendo consultoria para o mercado educacional”, diz Carlos Grieco, cofundador, diretor comercial e de marketing da EvoBooks. “Percebemos que era comum equipamentos, como notebooks, chegarem às escolas e não serem usados por falta de conteúdo adequado. Em outros casos, as escolas nem tinham capital para comprar esses aparelhos.” Grieco se uniu a Felipe Rezende no final de 2011 para a criação da EvoBooks, que também recebeu a participação de Guilherme Otranto e Gustavo Rahmilevitz. Para iniciar, a startup contou com investimentos dos próprios fundadores e de investidores anjos.

A EvoBooks desenvolve aplicativos com conteúdos em 3D que se adéquam ao currículo do Ensino Básico e complementam os materiais didáticos tradicionais. Eles permitem, por exemplo, fazer experiências de química e física em laboratórios virtuais tridimensionais e observar como o corpo humano funciona por dentro. O ano de 2012 foi dedicado a pesquisa e desenvolvimento. Hoje a empresa tem um time de 22 pessoas, incluindo desenvolvedores e professores para dar vida aos produtos.

Os clientes da EvoBooks já incluem 10 escolas particulares em São Paulo e alguns projetos no setor público, como o fornecimento de conteúdo para o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (GENTE), da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) Segundo Rezende, a compra de 600 mil tablets pelo governo federal para a rede pública de ensino deve dar fôlego ao mercado. “Eles estão começando a chegar às escolas. Não adianta ter o hardware sem oferecer uma aplicação útil e simples de usar para o professor”, diz.

Para 2013, a empresa espera ampliar seu acervo com novos títulos e com o desenvolvimento de novos recursos de interatividade para os materiais.

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