Diálogos Educação: por que criar uma Base Nacional Comum?

Fonte: Globo.com  – 15 de julho de 2015

Especialistas frisaram em evento a importância de haver uma discussão sobre o tema não apenas nas esferas técnica e política, mas também em todos os segmentos da sociedade brasileira

Quais conteúdos ensinar? O que os alunos desejam aprender? Essas e outras questões suscitaram uma série de debates sobre montar ou não uma Base Nacional Comum para os currículos, que levou o Ministério da Educação e Cultura (MEC) a convocar pesquisadores, formadores, professores e representantes de associações para criar a Base Nacional Comum dos currículos. O tempo para que o texto esteja pronto é curto: até julho de 2016.

Diante da importância dessa discussão para toda a sociedade, a Globo realizou, na tarde do dia 7 de julho, no Rio de Janeiro, a 8ª edição do Diálogos Educação. Para o evento, foram convidadas Guiomar Namo de Mello, pedagoga, consultora e representante do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, e Kátia Stocco Smole, diretora do grupo Mathema, e integrante do grupo de especialistas do Instituto Ayrton Senna no desenvolvimento do programa Solução Educacional para o Ensino Médio/ Programa Ensino Médio Inovador em parceria com a SEEDUC do Rio de Janeiro. Kátia é também integrante do Grupo dos 50, iniciativa da Fundação Lemann para apoiar a sociedade civil e os sistemas governamentais na reflexão a respeito da Base Nacional Comum. Para a mediação, Mônica Pinto, gerente de Desenvolvimento Institucional da Fundação Roberto Marinho.Durante a conversa, as duas convidadas frisaram a importância de haver uma discussão não apenas nas esferas técnica e política, mas também em todos os segmentos da sociedade brasileira.
— Não se trata de uma discussão sobre como os alunos vão aprender, mas a Base Nacional Comum é uma indicação do que os alunos vão saber e saber fazer na escola e na vida. É uma nova maneira de vermos a cidadania brasileira — explicou Guiomar.
Para Kátia, é fundamental que os professores de todos os cantos do país entendam do que se trata a Base Nacional Comum.
— Apesar de termos o professor favorável, se ele não entender o texto final sobre a Base, ele vai criar uma resistência. Para que a gente faça o debate com todos, a proposta é que seja um texto compreendido por todos —, explicou.
Para a diretora de Responsabilidade Social da Globo Beatriz Azeredo a tarde foi repleta de aprendizado e informações relevantes sobre como a televisão pode tratar desse assunto tão complexo e ajudar no debate com a sociedade.
— Tivemos, hoje, a oportunidade de trazer para a Globo duas referências de ensino do país. Elas estavam em Brasília, participando da discussão sobre a Base Nacional Comum e se disponibilizaram para vir até aqui, discutir esse assunto com jornalistas do Grupo Globo. Tivemos a chance de ter um panorama histórico sobre o tema, de entender os desafios e o que a gente pode fazer. Para a conversa, trouxemos representantes de todas as editorias da casa: Globo Repórter, Rio, Rede Nacional, Como Será?, Globo Universidade, GloboNews, jornal O Globo e do entretenimento — explicou Beatriz.
Depois da fala de Guiomar e de Kátia, os participantes puderam fazer perguntas. Uma das preocupações era de como a televisão pode contribuir para o debate.
— A televisão tem um poder enorme em apresentar e fazer a sociedade discutir esses assuntos. Seria um sonho que os programas de entretenimento da Globo falassem sobre o assunto porque é o instrumento de comunicação mais importante do que qualquer outro — afirmou Guiomar.
Sobre o assunto, a mediadora Mônica Pinto complementou:
— A nossa sociedade acha que educação é chata. Além disso, entretenimento é vida. Se a gente não consegue falar de educação em um programa de entretenimento, então, temos um problema — disse.
Parceria da Globo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a Fundação Roberto Marinho, os Diálogos Educação são encontros voltados para jornalistas do Grupo Globo com o intuito de debater temas prioritários da educação pública brasileira.

 

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