Pesquisa: educação à distância tem menos credibilidade que presencial

Terra Educação – 11 de Maio de 2013

Pesquisa entrevistou 10.586 pessoas em 9 países, incluindo o Brasil. Principal motivo apontado é a falta de vínculo pessoal entre professor e aluno

Pesquisa realizada em conjunto pela Universia e o siteTrabalhando.com no Brasil e em outros oito países íbero-americanos aponta que profissionais diplomados em cursos à distância têm credibilidade menor do que aqueles formados em cursos presenciais. Segundo o estudo, divulgado na sexta-feira, mesmo com o aumento na oferta de cursos universitários à distância, 60% dos entrevistados disse que, ao procurar um emprego, aquele que teve uma formação desse tipo tem menos valor do que aquele que estudou de forma presencial.

Questionados sobre o motivo para isso, 37% afirmaram que o vínculo pessoal professor-aluno é vital. Além disso, 27% acreditam que há uma suposta má qualidade acadêmica e 25% acreditam que isso acontece por preconceito. A falta de conhecimento a respeito da nova modalidade de ensino foi apontada por 11% como o motivo para o cenário adverso.

Apesar disso, 47% dos internautas entrevistados afirmaram que acreditam que o nível educacional da educação à distância é a mesma que a presencial. Entre os participantes da pesquisa, 18% revelaram ter estudado à distância, enquanto 41% disseram planejar estudar nessa modalidade.

A decisão de optar pela educação à distância tem diversos motivos. A maioria dos entrevistados (23%) destaca o horário flexível. Enquanto isso, 14% consideraram os custos decrescentes importantes envolvidos para o aluno e 13% o acesso a universidades de prestígio. Não ter que frequentar as aulas (7%) e as dinâmicas da metodologia (10%) foram outros dados relevantes levantados.

A pesquisa entrevistou 10.586 pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico. Entre os entrevistados, aparecem mais mulheres (52%) do que homens (48%). Em termos de idade, 72% revelaram ter mais de 27 anos, seguido de 23% entre 21 e 26. Enquanto isso, 5% têm entre 18 e 20 anos.

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