Sete em cada dez jovens no mundo sofrem ciberbullying, aponta estudo

Do UOL, em São Paulo – 02/10/2013 

Jovens têm duas vezes mais chances de sofrer perseguição pelo Facebook do que por outras redes sociais.
Jovens têm duas vezes mais chances de sofrer perseguição pelo Facebook do que por outras redes sociais.

Cerca 70% dos jovens no mundo sofrem atos de ciberbullying e, desse total, um em cada cinco classifica a intimidação online diária como “extrema”. O levantamento anual é feito pela Ditch The Label, organização não governamental antibullying no Reino Unido.

O estudo aponta ainda que cerca de quatro entre dez pessoas sofre bullying pela internet com grande frequência. As redes sociais mais usadas pelos perseguidores são o Facebook (mais da metade disse sofrer ciberbullying pelo site), YouTube, Twitter e Ask.fm. Além disso, os jovens têm duas vezes mais chances de sofrer perseguição pelo Facebook do que por outras redes sociais.

As vítimas foram perguntadas ainda sobre qual impacto o ciberbullying tinha em suas vidas. Em uma escala de um a dez, em que o valor máximo indica “impacto extremamente severo”, a nota média dada por elas foi 7,5.

O QUE É

Ciberbullying é a intimidação virtual realizada por meio de ações intencionalmente hostis e repetidas, cometidas por alguém de hierarquia superior, como um colega de escola mais popular.

O prefixo ciber deve-se ao fato de essas ações serem realizadas via telefone celular (mensagens de texto) ou internet (redes sociais).

“Isso indica que as vítimas têm sua autoestima, vida social e otimismo em relação ao futuro afetados”, declarou Liam Hackett, fundador da Ditch The Label. “É um impacto massivo na vida dos jovens e é devastador saber disso.”

Hackett disse esperar que o relatório seja usado para alertar pais, escolas e governos sobre a prática e sobre a forma de denunciá-la. “Redes sociais têm o dever massivo de cuidar dos jovens. Eles já têm feito muito, porém mais investimentos são necessários para aumentar os recursos de moderação.”

Para o estudo, foram entrevistadas 10 mil pessoas entre 13 e 22 anos. Cerca de 67% deles eram moradores do Reino Unido, 17% dos Estados Unidos, 12% Austrália e 4% de outros países.

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