Projeto promete colocar universidades brasileiras no topoPrograma Universidade de Excelência aguarda apenas a aprovação de ministro para ser lançado

 

Estado de Minas – Junia Oliveira – Publicação: 18/03/2013 00:12 

 Universidades públicas de excelência entre as melhores do mundo. Está com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o projeto que vai pôr as federais brasileiras no topo dos rankings internacionais da qualidade do ensino superior. A ideia é concentrar esforços e abrir caminho para as melhores instituições do país ficarem entre as 200 primeiras mais bem classificadas em avaliações de peso e renome, como a QS ou a Times Higer Education, que avaliam ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e o panorama internacional dos câmpus pelo planeta afora. Uma das grandes apostas do governo federal é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que terá a missão de ocupar o espaço hoje dominado por nomes como Oxford, Stanford, Harvard, Cambridge, Yale e MIT.

O programa Universidade de Excelência aguarda apenas a aprovação de Mercadante para ser lançado. Para garantir o sucesso da empreitada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), braço do MEC, vai criar uma avaliação internacional para as universidades. No total, serão considerados 29 indicadores, que levam em conta vários itens do ensino, pesquisa e extensão, como o número de docentes de cada área do conhecimento da graduação e da pós (engenharias, humanas, saúde etc.), número de artigos publicados em revistas de impacto internacional, como Science e Nature, e até o número de estudantes estrangeiros e pesquisadores recebidos pela instituição.

A quantidade de pesquisadores que vão para outros países, os termos de cooperação técnica assinados com as universidades do exterior e o número de teses defendidas também serão avaliados, bem como a quantidade de patentes licenciadas e as patentes nacionais depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). As avaliações serão feitas em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, responsável pelo programa que está sendo criado desde 2010, ressalta que o Brasil melhora posições em relação a edições anteriores, mas continua com um único representante entre as 100 melhores. “Temos universidades federais que estão muito próximas e podem entrar nessa lista. Com esforço concentrado, devemos ter as primeiras entrando na lista das Top 200 e, no longo prazo, melhorar toda a rede, até conseguir incluir também as instituições criadas mais recentemente”, destaca. Ele cita a UFMG como uma das que têm condições de cumprir esse papel. “É questão de concentrarmos esforços”, garante. Ela aparece ao lado das federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Rio de Janeiro (UFRJ) e de São Paulo (Unifesp).

RECURSOS Serão necessários esforços, mas também investimentos. Costa afirma que o programa será avaliado pelo ministro da Educação, que vai analisar os impactos e o tipo de apoio necessários. “O mundo inteiro investe nessa questão e põe algum recurso. Não tem como melhorar a qualidade sem investir. Se eu tenho indicadores mais baixos, preciso de auxílio para aumentá-los”, diz. Serão priorizadas as universidades que estão mais próximas do topo, seguidas daquelas de nível intermediário e, por fim, aquelas que sequer são citadas pelo ranking.

Nesse primeiro grupo estão as instituições brasileiras com graduações que tiveram nota máxima (cinco) no Índice Geral de Cursos (IGC) e pelo menos três cursos de pós-graduação em diferentes áreas com nota sete (o mais alto rendimento dessa categoria). O ICG é medido a partir do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade), prova obrigatória que avalia o rendimento dos alunos que estão entrando ou se formando na graduação, e do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que mede a qualidade dos cursos de graduação. Também há avaliações feitas por especialistas in loco. Eles verificam as condições de ensino, em especial o corpo docente, as instalações físicas e a organização didático-pedagógica.

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