Índios da etnia paeter suruí de Cacoal, RO, produzem livros didáticos

 

Livro sobre corpo humano escrito em tupi mondé deve ser lançado em 2013.
A etnia tem uma população de cerca de 1.350 mil índios.

Paula CasagrandeDo G1 RO
Cerca de 22 professores de diversas aldeias participam do programa que atende cerca de 400 alunos (Foto: Paula Casagrande/G1)Cerca de 22 professores de diversas aldeias participam do programa que atende cerca de 400 alunos (Foto: Paula Casagrande/G1)

Com dois livros já publicados em Rondônia, índios do projeto Fortalecimento Econômico e Cultural Paeter, da etnia paeter suruí de Cacoal, se preparam para lançar uma terceira edição em 2013 sobre o corpo humano. As publicações didáticas sobre história e lendas paeter suruí foram lançadas em tupi mondé, língua materna paeter, e em português, em 2010 e 2011 respectivamente. A etnia em Cacoal tem uma população de cerca de 1.350 mil pessoas.

De acordo com Joaton Suruí, coordenador do projeto, cerca de 22 professores de diversas aldeias participam do programa que atende cerca de 400 alunos. Os livros foram escritos pelos próprios professores de maneira didática para facilitar o aprendizado dos alunos.

“A legislação escolar indígena exige que se trabalhe a língua materna nas escolas das aldeias, e é isso que queremos facilitar para elas”, considera Joaton, que vê no projeto a possibilidade de revitalização da cultura pura indígena”, explica Joaton.

Livros lançados em 2010 e 2011 (Foto: Paula Casagrande/G1)Livros lançados em 2010 e 2011
(Foto: Paula Casagrande/G1)

O projeto, em vigor desde 2007, é uma parceria com o Laboratório da Língua Indígena da Universidade de Brasília (UnB). Para a pesquisadora e professora da UnB Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, a lembrança e reavivamento da cultura indígena é fundamental para a região. “Estamos buscando fazer essa documentação da língua indígena para evitar que essa riqueza cultural se perca pelos anos”, conta a pesquisadora.

Ana Suelly afirma que várias outras publicações ainda estão por vir: “Estamos dando início a glossários em várias áreas do conhecimento. Colocaremos em livros os ensinamentos deles próprios para que, no futuro, esses livros possam ser usados nas escolas dos brancos”.

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