Escolas apostam em telescópios e robôs para atrair alunos

Terra – Educação – 01 de dezembro de 2014

Manter o aluno interessado nas atividades escolares é um dos desafios da educação. Escolas particulares apostam em atividades pedagógicas curriculares ou extraclasse que sejam diferentes e curiosas e a ciência é uma das apostas para engajar os estudantes. Desde integrar a tecnologia à classe, com aulas ministradas por um robô, simular a vida em sociedade em uma minicidade com moeda própria, até observar planetas e fenômenos astronômicos em um telescópio, os alunos contam com mais opções para não querer sair da escola. Veja a seguir.

Robô colega
No colégio Jean Piaget, em Santos, no litoral de São Paulo, os alunos da educação infantil interagem com um tipo diferente de colega: o robô humanoide NAO, adquirido de uma empresa francesa. Ele participa das aulas com as crianças e até as orienta na ginástica laboral, quando faz movimentos que os alunos precisam imitar. O jogo da memória é outro tipo de atividade que o robô pode desempenhar com os estudantes, para aumentar a concentração e interesse das crianças. A escola conta com três exemplares.

Viveiro, museu e até clonagem
No colégio Dante Alighieri, em São Paulo, as crianças não precisam ir até o museu para participar de uma atividade educativa diferente. O museu veio até elas. Na instituição privada, que atende desde crianças do maternal até jovens do ensino médio, os estudantes podem aprender os mistérios e beleza da natureza no Museu de História Natural, que fica na mesma área em que os alunos estudam e que conta com animais para exposição, principalmente répteis e anfíbios. O museu simula as diversas formações vegetais brasileiras como a Mata Atlântica ou o bioma Cerrado. Os alunos podem visitar o museu a hora que quiserem e muitos deles passam o recreio observando os bichinhos

O ensino das ciências naturais não para por aí. Os alunos do Dante também desenvolvem projetos de astronomia, mapeando meteoros, ou plantam e colhem alimentos na horta da escola. Existe também um viveiro de pássaros para os pequenos da educação infantil entrarem em contato com a natureza desde cedo. Para os mais velhos, a iniciação científica também é trabalhada no colégio, que conta com um laboratório de biotecnologia, onde os alunos clonam orquídeas.

O sistema solar em um telescópio
Já pensou poder sair dos livros e observar os planetas ao vivo na hora de estudar o sistema solar? Os alunos do Colégio Santo Agostinho, de Belo Horizonte, podem. A atração principal do Observatório Astronômico Oswaldo Nery, instalado dentro da escola, é o telescópio newtoniano de 180mm, com montagem equatorial em um pilar fixo, que permite a observação de planetas e fenômenos como a passagem de cometas e eclipses. A observação dos planetas é geralmente feita em um terraço do colégio, após o horário das aulas, no final da tarde. O observatório ainda conta com um planetário Orrery, uma estrutura formada por esferas que representam a Terra e a Lua e por uma lâmpada que representa o Sol. Com ele é possível simular os movimentos dos planetas, as fases da lua e as estações do ano.

O local é administrado pelos profissionais do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (Ceamig), que também ministram cursos e palestras para os alunos do colégio, além de receber o público em geral e estudantes de toda a região metropolitana da capital mineira. Também está nos planos da escola aumentar seu acervo astronômico com a construção de um planetário.

Uma minicidade com banco e até rádio
Uma minicidade de 500 metros quadrados foi criada para os alunos do ensino infantil ao médio do colégio Israelita Brasileiro, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na tentativa de ensiná-los desde cedo as relações da vida em sociedade. Na cidade laboratório, chamada Ir Ktaná, princípios de sustentabilidade, empreendedorismo e cidadania são ensinados por meio da formação dos poderes legislativo (existe uma câmara de vereadores formada por um representante de cada série do colégio), executivo e o judiciário.
As atividades desenvolvidas dentro da cidade acontecem em estabelecimentos como a prefeitura, o banco, a casa da família, o centro cultural e a sinagoga e envolvem tanto atividades vinculadas ao currículo da escola, quanto extras. Os alunos têm até moeda própria, a Irk, utilizada na ecofeira da cidade, onde eles vendem produtos fabricados ali.
Nas oficinas realizadas na cidade, os alunos fazem cursos de fotografia, eletrônica, produção de games no computador, marcenaria, aeromodelismo e linguagem computacional. No centro cultural, equipado com utensílios de cozinha, as crianças aprendem diferentes tipos de receitas.  Na rádio da cidade, os alunos operam os equipamentos de transmissão, após aprenderem os conceitos técnicos em aulas teóricas.

Medindo a temperatura na escola

O colégio Albert Sabin, que fica na capital paulista, por exemplo, conta com uma estação metereológica, que permite aos alunos medir a temperatura do ambiente. Ela foi construída pelos próprios estudantes do ensino médio do colégio, mas também é utilizada por outras turmas no momento de estudar metereologia. As aulas de física também são beneficiadas com o seu uso, pois ela tem instrumentos que medem a pressão atmosférica, a umidade e os volumes de chuva. 

 

 

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