Como funciona o aprendizado baseado em proficiência

PORVIR – 11/02/14  – 

Como será possível que muitos estudantes terminem o ensino médio sem condições mínimas de se comunicar por escrito ou resolver uma questão de raciocínio lógico corretamente? Para a ONG Great Schools Partnership, que gere o Consórcio de Escolas Secundárias de New England, a resposta é que muitas escolas não usam todo o aparato que têm a seu dispor – métodos de ensino e aprendizagem, avaliações e outros – para proporcionar aos alunos o contato e a absorção dos conhecimentos e habilidades mais importantes para a vida.

O apoio que a ONG oferece para as escolas desenvolverem esse tipo de abordagem vem a partir de uma rede consolidada de intituições e professores, mas também de uma série de publicações com instruções sobre temas específicos. A mais recente foi justamente dedicada aoaprendizado baseado em proficiência, ou competência, como é mais conhecido por aqui. Veja, a seguir, as quatro instruções presentes no material, com suas respectivas explicações (com adaptações):

1. Todos os alunos devem mostrar o que aprenderam antes de seguir adiante.
Antes de avançar em um curso, os alunos devem demonstrar que aprenderam o que era esperado que eles aprendessem. Se os estudantes não conseguiram chegar às expectativas de aprendizado, eles devem receber mais apoio, mais tempo para demonstrar que estão progredindo.

 

crédio contrastwerkstatt / Fotolia.comNew England Avaliação Proficiência

 

2. Os professores devem ter muito claro o que os estudantes precisam aprender.
Em todas as aulas, os estudantes devem saber com precisão o que se espera que ele aprenda. As expectativas de aprendizado são claramente descritas e comunicadas. Os pais também devem acompanhar esse processo.

3. Métodos usados para avaliar o aprendizado do aluno devem ser consistentes.
Em muitas escolas, diferentes expectativas de aprendizagem são usadas nos cursos, assim como diversos métodos e critérios são usados para medir o que um aluno aprendeu. Consequentemente, a aula de matemática de um professor pode ser relativamente fácil, enquanto outro professor pode ser muito mais rigoroso – tirar 8 no primeiro professor pode significar menos que tirar 7 no segundo. No aprendizado baseado em proficiência, os professores usam métodos consistentes de avaliação e todos os alunos sabem exatamente o que é esperado deles.

4. Quando as expectativas de aprendizagem são fixas, professores e alunos têm mais flexibilidade para alcançá-las.
Apesar de as expectativas de aprendizado serem fixas, os professores podem ter flexibilidade em como vão ensinar e os estudantes podem ter acesso a diversas formas de aprender. Os professores não precisam usar os mesmos livros didáticos ou passar os mesmos deveres de casa ou provas. Se os alunos chegarem onde devem, professores e alunos podem escolher os caminhos que lhes parecer melhor.

Além da série de instruções, que tem ajudado não só a região de New England, mas de todo o mundo, a ONG prepara várias outras publicações úteis para o professor, diretor ou gestor público. Em seu site, há umglossário com mais de 500 termos educacionais, com suas definições e usos mais comuns, licenciado em Creative Comuns. Os termos, claro, são todos em inglês, mas ajudam o educador brasileiro a entender algumas das tendências que ainda estão chegando no país. O próprio ensino personalizado, que é um valor importante para a organização, é um exemplo do tratamento dado aos termos: depois de definição e objetivos pedagógicos, o texto explica também formas de adotar essa metodologia nas escolas.

A organização produz ainda uma série de medidas e ferramentas. Uma delas é uma avaliação de melhores práticas, um manual (em inglês) que qualquer escola pode baixar para melhorar sua performance. O usuário é orientado nesse documento a avaliar seus processos de ensino e aprendizagem (promoção de equidade, personalização com relevância, expectativas acadêmicas, integração de tecnologias e outros itens), design organizacional (cultura da escola, múltiplos caminhos de aprendizado etc.) e liderança na escola (recrutamento e retenção de professores, liderança compartilhada e coragem).

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Como funciona o aprendizado baseado em proficiência

Porvir – 11/02/14 – 

Como será possível que muitos estudantes terminem o ensino médio sem condições mínimas de se comunicar por escrito ou resolver uma questão de raciocínio lógico corretamente? Para a ONG Great Schools Partnership, que gere o Consórcio de Escolas Secundárias de New England, a resposta é que muitas escolas não usam todo o aparato que têm a seu dispor – métodos de ensino e aprendizagem, avaliações e outros – para proporcionar aos alunos o contato e a absorção dos conhecimentos e habilidades mais importantes para a vida.

O apoio que a ONG oferece para as escolas desenvolverem esse tipo de abordagem vem a partir de uma rede consolidada de intituições e professores, mas também de uma série de publicações com instruções sobre temas específicos. A mais recente foi justamente dedicada aoaprendizado baseado em proficiência, ou competência, como é mais conhecido por aqui. Veja, a seguir, as quatro instruções presentes no material, com suas respectivas explicações (com adaptações):

1. Todos os alunos devem mostrar o que aprenderam antes de seguir adiante.
Antes de avançar em um curso, os alunos devem demonstrar que aprenderam o que era esperado que eles aprendessem. Se os estudantes não conseguiram chegar às expectativas de aprendizado, eles devem receber mais apoio, mais tempo para demonstrar que estão progredindo.

 

crédio contrastwerkstatt / Fotolia.comNew England Avaliação Proficiência

 

2. Os professores devem ter muito claro o que os estudantes precisam aprender.
Em todas as aulas, os estudantes devem saber com precisão o que se espera que ele aprenda. As expectativas de aprendizado são claramente descritas e comunicadas. Os pais também devem acompanhar esse processo.

3. Métodos usados para avaliar o aprendizado do aluno devem ser consistentes.
Em muitas escolas, diferentes expectativas de aprendizagem são usadas nos cursos, assim como diversos métodos e critérios são usados para medir o que um aluno aprendeu. Consequentemente, a aula de matemática de um professor pode ser relativamente fácil, enquanto outro professor pode ser muito mais rigoroso – tirar 8 no primeiro professor pode significar menos que tirar 7 no segundo. No aprendizado baseado em proficiência, os professores usam métodos consistentes de avaliação e todos os alunos sabem exatamente o que é esperado deles.

4. Quando as expectativas de aprendizagem são fixas, professores e alunos têm mais flexibilidade para alcançá-las.
Apesar de as expectativas de aprendizado serem fixas, os professores podem ter flexibilidade em como vão ensinar e os estudantes podem ter acesso a diversas formas de aprender. Os professores não precisam usar os mesmos livros didáticos ou passar os mesmos deveres de casa ou provas. Se os alunos chegarem onde devem, professores e alunos podem escolher os caminhos que lhes parecer melhor.

Além da série de instruções, que tem ajudado não só a região de New England, mas de todo o mundo, a ONG prepara várias outras publicações úteis para o professor, diretor ou gestor público. Em seu site, há umglossário com mais de 500 termos educacionais, com suas definições e usos mais comuns, licenciado em Creative Comuns. Os termos, claro, são todos em inglês, mas ajudam o educador brasileiro a entender algumas das tendências que ainda estão chegando no país. O próprio ensino personalizado, que é um valor importante para a organização, é um exemplo do tratamento dado aos termos: depois de definição e objetivos pedagógicos, o texto explica também formas de adotar essa metodologia nas escolas.

A organização produz ainda uma série de medidas e ferramentas. Uma delas é uma avaliação de melhores práticas, um manual (em inglês) que qualquer escola pode baixar para melhorar sua performance. O usuário é orientado nesse documento a avaliar seus processos de ensino e aprendizagem (promoção de equidade, personalização com relevância, expectativas acadêmicas, integração de tecnologias e outros itens), design organizacional (cultura da escola, múltiplos caminhos de aprendizado etc.) e liderança na escola (recrutamento e retenção de professores, liderança compartilhada e coragem).

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