Brasil melhora em matemática, mas ainda é um dos piores no PISA 2012

Todos Pela Educação – 03 de dezembro de 2013

Na avaliação da OCDE feita em 65 economias mundiais, país está entre os últimos do ranking em matemática, leitura e ciências

Fonte: O Globo Online

O Brasil teve a maior evolução de desempenho em Matemática entre os países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) desde 2003. Mas as boas notícias, basicamente, param por aí. Segundo a pesquisa, divulgada mundialmente nesta terça-feira, mesmo com a melhora, o país ainda está bastante abaixo da média em Matemática, ocupando um lugar entre a 57ª e a 60ª posições no ranking de 65 economias globais. Na área de Leitura, o Brasil também vai muito mal, entre a 54ª e a 57ª colocações. Já em Ciências, os estudantes brasileiros estão, mais uma vez, entre a 57ª e a 60ª posições.

Coordenado pela Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico, o Pisa é a mais importante pesquisa internacional de educação. Divulgado de três em três anos, o relatório tem por objetivo melhorar a aplicação de políticas públicas voltadas para o ensino nos 65 países que participam do estudo. Em relação a 2000, primeiro ano do programa, o Brasil teve a maior evolução de rendimento em Matemática no Pisa: de 334 para 391 pontos. Mas o rendimento ainda é pra lá de insatisfatório. A média geral entre os outros países é de 494, sendo que Xangai, na China, fez 610 pontos.

Em Leitura, a nota brasileira subiu de 396 para 410 pontos desde 2000, mas continua abaixo da média do Pisa, que é de 496 pontos. Em Ciências, o país foi de 375 para 405 pontos (a média geral é de 501 pontos). Entretanto, em relação a 2009, quando foi realizada a edição anterior do Pisa, nota-se uma preocupante estagnação no aprendizado nacional. A nota de Matemática do Brasil subiu apenas cinco pontos, a avaliação de Leitura piorou dois pontos e, de Ciências, permaneceu no patamar idêntico.

Segundo o relatório do programa, o índice de adolescentes de 15 anos brasileiros matriculados na escola subiu de 65% em 2003 para 78% em 2012. Porém,“o Brasil precisa procurar maneiras mais efetivas de trabalhar com estudantes de performance baixa para, assim, estabelecer altas expectativas para todos, motivar alunos e reduzir os altos índices de abandono escolar”.

O Pisa 2012 mediu o rendimento de 510 mil estudantes de 15 anos de idade. Este número representa um universo de 28 milhões de alunos nessa faixa etária. Durante a avaliação estudantes de colégios escolhidos aleatoriamente nos 65 países realizam um teste de duas horas cujo conteúdo não está diretamente ligado ao currículo escolar. As questões foram elaboradas de forma a medir o quão equipados os estudantes estão para participar da sociedade atual. Todos os enunciados reproduzem situações reais. Os alunos e seus diretores escolares também respondem a um questionário que colhe informações sobre seu sistema de ensino.

O foco do programa este ano foi a avaliação de Matemática. Neste aspecto, o Brasil está no mesmo patamar de países como Argentina, Albânia, Jordania e Tunísia. Na comparação restrita à América Latina, o país está pior do que Chile, México, Uruguai e Costa Rica, mas seu rendimento na disciplina é melhor do que os de Colômbia e Peru. De acordo com o Pisa, a melhora em matemática se deve uma redução na proporção de estudantes cujo desempenho é considerado baixo (níveis 1 e 2). Em 2012, 67,1% dos alunos no país estavam rotulados dessa forma. Em 2003, eles eram 75,2% dos estudantes avaliados. Apenas 1,1% dos participantes avaliados no Brasil tem rendimento tido como de alto nível (níveis 5 ou 6).

Na avaliação de Leitura, a nota de 410 pontos do Brasil deixa o país em pé de igualdade com Tunísia, Uruguai e Colômbia. Na comparação com outras economias da América Latina, estamos piores do que Chile Costa Rica e México. E melhores do que Argentina e Peru. Nossa evolução desde 2000 é creditada a melhorias de fatores econômicos, culturais e sociais no país. Ainda assim, 49% dos nossos alunos tem nível baixo de proeficiência em leitura. Isto significa que esses estudantes conseguem, no máximo, reconhecer o tema proposto pelo autor e fazer uma simples conexão com a realidade atual do mundo. Apenas 0,5% dos brasileiros de 15 anos são classificados como nível 5 ou 6, os mais altos, na avaliação de Leitura.

Na avaliação de Ciências, os 405 pontos alcançados pelos adolescentes brasileiros avaliados estão na mesma faixa de Tunísia, Jordânia, Argentina e Colômbia. Na América Latina, estamos, mais uma vez, em situação pior do que Costa Rica, México, Chile e Uruguai, mas a nota supera a avaliação do Peru. Dos estudantes no país, 61% tiveram performance baixa nesse exame, o que significa que eles conseguem apenas explicar o óbvio. Uma parcela quase irrisória de 0,3% dos alunos são classificados como de níveis 5 e 6 na área das Ciências.

Pisa: 36% dos brasileiros de 15 anos repetiram ao menos uma vez
Mais de um terço (36%) dos estudantes de 15 anos já repetiram pelo menos uma vez no ensino fundamental ou médio no Brasil, de acordo com os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa 2012), divulgados nesta terça-feira (2). É uma das taxas de repetência mais altas entre os países que participam da avaliação. Segundo o levantamento, a repetência no Brasil está associada negativamente ao desempenho em matemática e é mais acentuada entre os alunos desfavorecidos socioeconomicante.

Entre 2003 e 2012, diminuiu a proporção de adolescentes de 15 anos que tinha repetido uma série no ensino fundamental, mas a taxa de repetência aumentou no ensino médio. Na média entre as duas etapas da educação básica, o índice se manteve estável. O problema tem sido associado a taxas elevadas de abandono escolar, altos níveis de falta de compromisso, e a média superior a 12 anos que os alunos demoram para completar oito séries do ensino fundamental. Somam-se a isso um currículo não envolvente e a necessidade ou desejo de trabalhar.

De acordo com o estudo, “é importante reduzir a repetência, encontrando outras formas mais eficazes para trabalhar com estudantes de todo o espectro de desempenho, e para o estabelecimento de grandes expectativas para todos os alunos, a fim de motivar e oferecer oportunidades para todos os alunos”.

Entre 2003 e 2012, a diferença de desempenho entre as escolas públicas e privadas se estreitaram no Brasil. Segundo o Pisa 2012, cerca de 13% dos estudantes de 15 anos de idade frequentam colégios particulares. Em média, as escolas privada apresentam melhor desempenho na avaliação.

“Enquanto seus alunos esmagadoramente vêm de famílias abastadas, a vantagem de desempenho é evidente. Para as famílias mais ricas, as escolas privadas — que oferecem acesso a melhores recursos educacionais, melhor infraestrutura física, e têm menor percentual de alunos por professor — estão associadas a melhores resultados de aprendizagem”, diz o estudo.

Nesse sentido, a recomendação do relatório é de que “o Brasil precisa encontrar formas de apoiar escolas desfavorecidas socioeconomicamente com maior intensidade, a fim de estabelecer a igualdade de condições para todos os alunos”.

Os resultados do Pisa mostram uma relação positiva entre os recursos investidos na educação e desempenho até certo ponto. O Pisa mostra também que em todos os níveis de gastos, os países de melhor desempenho tendem a distribuir recursos educativos de forma mais equitativa entre as escolas socioeconomicamente favorecidas e desfavorecidas.

Entre os países da OCDE, 26% dos estudantes desfavorecidos — o equivalente a 6,5% de toda a população estudantil pesquisada — são considerados “resilientes”, o que significa que eles superam as expectativas de desempenho apesar das dificuldades socieconômicas. Em Hong Kong, China, Coreia, Macau-China, Cingapura e Vietnã, mais de metade de todos os estudantes desfavorecidos, ou 12,5% do total da população estudantil, são considerados resilientes. No Brasil, esse percentual é de apenas 1,9%, proporção que se manteve estável desde 2003.

País tem segundo maior crescimento de matrículas
Ao longo da última década, o Brasil tem ampliado número de matrículas nos ensinos fundamental e médio. Em 2003, 35% dos adolescentes de 15 anos não estavam matriculados na escola na 7ª série ou superior; até 2012 esse percentual havia diminuído para 22%.

Entre o Pisa 2003 o Pisa 2012, o Brasil teve um acréscimo de mais de 425 mil estudantes no total da população de jovens de 15 anos matriculados na 7ª série ou superior, um aumento de 18%. É a segunda maior taxa de crescimento, atrás apenas da Indonésia.

As taxas de escolarização para jovens de 15 anos aumentou de 65% em 2003 para 78% em 2012. O perfil dos estudantes também mudou bastante entre as duas avaliações. Muitos dos alunos que agora estão incluídos no sistema escolar vêm de comunidades rurais ou famílias socioeconomicamente desfavorecidas, segundo o relatório do Pisa 2012.

Atrasos e faltas
Em média, nos países da OCDE, 35,3% dos estudantes relataram que chegaram atrasados na escola nas duas semanas anteriores aos testes do Pisa. Além disso, 14,5% contaram que, no mesmo período, tinham “matado” um dia inteiro de aulas ou mais. No Brasil, o percentual de atraso relatado foi inferior (33,7%), mas um quinto dos alunos (20,7%) admitiu ter “matado” aula durante um dia inteiro ou mais.

Segundo o documento, as relações negativas entre professores e estudantes estão fortemente associadas à falta de pontualidade dos alunos. Entre 2003 e 2012, houve queda de 3% na taxa de atraso de estudantes no Brasil, mostrando “que o envolvimento dos alunos com a escola melhorou no período”.

Felicidade, satisfação, condições ideais e motivação
Pela primeira vez, o Pisa pediu aos alunos para avaliar as suas felicidade e satisfação no ambiente escolar, refletindo sobre se ele se aproxima de uma situação ideal. Entre os países da OCDE, cerca de 80% dos alunos se sentem felizes na escola, 78% estão satisfeitos com ela, e 61% acreditam que as condições são ideais para o seu colégio. No Brasil, os percentuais de alunos felizes e satisfeitos também são altos: 85% e 73%, respectivamente. No entanto, apenas 39% acreditam que as condições são ideais para a sua escola.

A pesquisa também perguntou aos estudantes se eles se sentem como estranhos ou são deixados de fora de atividades, se fazem amigos com facilidade ou se sentem sozinhos. O retatório destaca que “é preocupante que o sentimento de pertencimento dos alunos em relação à escola no Brasil tenha se deteriorado: por exemplo, enquanto em 2003, apenas 8% dos estudantes relataram que se sentem solitários, essa proporção mais do que duplicou (de 19%) em 2012”.

Estudantes brasileiros apresentam maior motivação do que os estudantes dos países da OCDE, em média. Por exemplo, 53% dos estudantes dos países da OCDE concordaram ou concordaram totalmente que estão interessados ??no conteúdo que aprendem em matemática. No Brasil, esse percentual é de 73%.

No entanto, a proporção de estudantes que relataram altos níveis de preocupação com matemática no Brasil ficou acima da média da OCDE. Enquanto nos países da OCDE 31% dos alunos, em média, informaram que ficam muito nervosos ao fazer problemas matemáticos, esse percentual no Brasil foi de 49%.

Pisa 2012: Distrito Federal é melhor em Matemática; Alagoas é o pior estado nas 3 áreas avaliadas
O desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) difere bastante de um estado para outro. Na área de Matemática, por exemplo, o Distrito Federal é está em primeiro lugar no ranking nacional, com 416 pontos. Desempenho bem mais alto do que Alagoas, pior colocado, onde os estudantes fizeram 342 pontos na mesma prova. Mesmo assim, o rendimento da capital federal não é o bastante para superar, na relação internacional do Pisa, países como o Chile (423 pontos) ou o Cazaquistão (432). A média do Brasil é de 391 pontos.

Alagoas, aliás, também é o pior estado brasileiro nas outras duas áreas pesquisadas pelo programa promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em Leitura, os estudantes alagoanos de 15 anos fizeram 355 pontos, enquanto, em Ciências, alcançaram apenas 346 pontos. Se comparados com os outros países, os resultados deixariam o estado no Nordeste do Brasil em último lugar nos três rankings. Os resultados do Pisa foram divulgados mundialmente nesta terça-feira.

O Rio Grande do Sul aparece com o melhor resultado na avaliação de Leitura. Os alunos gaúchos fizeram 433 pontos na prova aplicada em 2012 para medir o seu desempenho. O resultado, entretanto, está abaixo da média dos 65 países analisados pelo Pisa para essa área de conhecimento (496 pontos). Em segundo lugar nessa avaliação, no Brasil, estão o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul, ambos com 428 pontos. A nota do país em Leitura é 410.

Na prova de Ciências, o melhor estado brasileiro foi o Espírito Santo, cujos estudantes fizeram 428 pontos. A nota não seria o bastante para deixar essa unidade da federação à frente de países como os Emirados Árabes Unidos e a Malásia num ranking internacional. A média brasileira é 405 pontos.

O Rio de Janeiro teve desempenho abaixo da média nacional nas três provas do Pisa, na comparação com os outros estados do Brasil. Ficou em décimo lugar na avaliação de Matemática, com 389 pontos; em décimo também na área de Leitura, com 408 pontos; e em décimo primeiro na pesquisa sobre os conhecimentos dos alunos sobre questões de Ciências, com 401 pontos. Se fosse um país, o Estado do Rio estaria atrás do Brasil no ranking da OCDE.

Pisa 2012: asiáticos consolidam liderança e Ocidente despenca
O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) vem registrando mudanças significativas no mapa da Educação mundial desde que foi realizado pela primeira vez, em 2000. Os resultados da edição de 2012 da pesquisa, divulgados nesta terça-feira, refletem alterações da economia global nos últimos anos, com a ascensão de países asiáticos como China e Cingapura, e a queda de tradicionais exemplos do setor, como a Finlândia.

O desempenho dos 65 países cujos estudantes de 15 anos de idade foram avaliados pelo Pisa 2012 foi divulgado nesta terça pela Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE). No ranking de Matemática, área que é o foco do Pisa 2012, as sete primeiras colocações são ocupadas por países ou províncias do Extremo Oriente. A lista é encabeçada por Xangai (China), com 613 pontos, seguida por Cingapura (573) e Hong Kong (China), com 561 pontos.

Os países do Sudeste Asiático também foram os melhores nas outras áreas avaliadas pelo Pisa (Leitura e Ciências). O Pisa 2012 detectou que os estudantes no subcontinente conseguiram extrapolar o conteúdo adquirido em sala e usar esse conhecimento com criatividade em questões cotidianas apresentadas durante a avaliação. Esta habilidade, tradicionalmente, era associada ao ensino ocidental. A receita para o sucesso dessas economias foi estabelecer patamares altos para as escolas e dar a elas os meios para atingir essas metas, segundo o diretor de Educação da OCDE, Andreas Schleicher.

– Esses países basicamente conseguiram levar os melhores professores para as salas de aula mais desafiadoras. Eles mandaram diretores realmente competentes para escolas mais problemáticas – explicou Schleicher à agência de notícias Reuters. – Eles mobilizaram para recursos onde poderiam fazer mais diferença

O primeiro não-asiático melhor colocado em Matemática é o minúsculo Estado de Liechtenstein, em 8º lugar, com pontuação de 531. Em 2009, esse ranking também era liderado pelos asiáticos, mas países europeus ainda tinham presença forte. Naquele ano, a Finlândia estava em 6º lugar. Já em 2012, o tradicional modelo bem sucedido de educação despencou seis colocações e parou na 12ª posição. A matéria dos números foi a que ganhou maior peso no Pisa deste ano.

Os três primeiros países em Matemática também subiram no pódium na prova de Leitura em 2012. A lista é encabeçada novamente por Xangai (570), bem à frente de Hong Kong (545) e de Cingapura (542). Se em 2009 havia cinco países não-asiáticos entre os 10 primeiros do ranking, em 2012 este número caiu para quatro. Terceira colocada há três anos em Leitura, a Finlândia despencou para o sexto lugar. O Canadá, que era o quinto, caiu para 9º, e a Estônia, anteriormente 7º lugar, desceu para a 11ª posição. Mas nem tudo é notícia ruim para o Ocidente. Estudantes irlandeses e poloneses se destacaram neste ano em leitura, alcançando o 7º lugar e o 11º lugar respectivamente.

Na prova de Ciências, os mesmos personagens estão no topo. A ilha chinesa de Xangai novamente surge em primeiro, com 580 pontos, seguida persistentemente por Hong Kong (555) e Cingapura (551). No entanto, o pódium em 2009 era mais diversificado para a área, com Finlândia aparecendo na segunda colocação e deixando Hong Kong em terceiro. Em 2012, os estudantes finlandeses caíram para 5º lugar. Também aqui, dentre os 10 primeiros, apenas quatro não vêm do Extremo Oriente, enquanto que há três anos chegava a cinco.

O Pisa 2012 mediu o rendimento de 510 mil estudantes de 15 anos de idade, representando um universo de 28 milhões de alunos nessa faixa etária. Em 2009, 470 mil alunos fizeram a prova. Eles foram escolhidos aleatoriamente nos 65 países abrangidos pelo teste e realizam uma prova de duas horas cujo conteúdo não está diretamente ligado ao currículo escolar As questões foram elaboradas de forma a medir o quão equipados os estudantes estão para participar da sociedade atual. Todos os enunciados reproduzem situações reais. Os alunos e seus diretores escolares também respondem a um questionário que colhe informações sobre seu sistema de ensino.

Ranking de desempenho dos países no Pisa desde 2000
Programa da OCDE avalia a qualidade da Educação a cada três anos em 65 nações nas áreas de Matemática, Leitura e Ciências. Brasil está abaixo da média em todas as provas.

Programa da OCDE avalia a qualidade da Educação a cada três anos em 65 nações nas áreas de Matemática, Leitura e Ciências. Brasil está abaixo da média em todas as provas.

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